5 motivos por que a Direita São Paulo é nefasta e deve ser combatida

Grupo de extrema-direita já agrediu refugiados palestinos e defende abertamente a prática de tortura na Ditadura Civil-Militar, mas agora começa a enfrentar resistência.


Na manhã deste sábado, durante uma “palestra” de apologia à tortura na Ditadura Civil-Militar na sede do grupo extremista da Direita São Paulo, um dos seus membros Jonas Serejo foi agredido com spray de pimenta e com uma pancada na cabeça. Mas por quê? Será que foi gratuito ou apenas uma reação a um grupo que prega discurso de ódio e que legitima os crimes da Ditadura Civil-Militar?

A verdade é que esse grupo de extrema-direita não só prega discurso de ódio contra a esquerda e minorias, mas o coloca em prática. A agressão que um dos seus membros sofreu é totalmente compreensível. A história nos ensina que é necessário reagir com vigor contra grupos de extrema-direita, já que a polícia costuma ser conivente com suas atividades. Do contrário, quem poderá ser agredido ou mesmo morto é você que é pobre, gay, feminista, negro ou imigrante.

E não se deixe enganar pelo fato do agredido ser um negro. Esse grupos costumam usar negros como token, para camuflar o seu racismo. Esse Jonas ser integrante de um grupo que certamente iniciaria políticas racistas caso estivesse no poder, apenas é mais uma evidência do fracasso que é a educação pública no Estado de São Paulo, administrada por mais de 20 anos pelo PSDB.

Antes que os integrantes desse grupo perverso comece a se fazer de vítima por aí, com o apoio dos “liberais” defensores da liberdade de expressão e que derrubam páginas que não gostam ao mesmo tempo, confira o seu histórico de violência e entenda por que ele deve ser combatido.

Direita São Paulo faz apologia à tortura

Como vimos, o motivo da agressão de um dos integrantes da DSP é totalmente compreensível: os caras estavam fazendo apologia às torturas que aconteciam nos porões da Ditadura Civil-Militar! O grupo também é responsável pelo lançamento do bloco de carnaval “Porão do DOPS” em homenagem ao torturador Carlos Alberto Ustra.

Quem acha que apenas “esquerdistas vagabundos” foram torturados e por tal motivo simpatiza com o grupo, ou é desinformado ou tão mal intencionado quanto. A ditadura também torturou civis – que nada tinham a ver com organizações políticas -, criançasíndios e até seus soldados!

A prática da tortura é inadmissível, seja em qual regime político for, nos EUA ou em Cuba; seja qual pessoa for, de esquerda ou de direita. É um ato bárbaro que deve ser repudiado por todos aqueles que desejam viver numa sociedade em que a dignidade humana seja um dos valores, sem a qual a convivência entre os indivíduos se torna inviável e a sociedade acaba se tornando um campo de guerra.

Lembremos também que a tortura é um crime reconhecido internacionalmente pelas Nações Unidas e é considerada uma grave violação dos Direitos Humanos (para quem acha que Direitos Humanos apenas defende bandido: Não, Direitos Humanos não são uma defesa da “bandidagem”).

Direita São Paulo é xenófoba e agride imigrantes

No dia 03 de maio de 2017, integrantes da Direita São Paulo e do MBL, em uma explícita manifestação xenófoba contra os imigrantes na Avenida Paulista, provocaram palestinos que estavam no local. Conforme o relato da pesquisadora Indra Neiva, que presenciou a cena:

“Eu vi o pessoal do MBL fazendo um protesto criminoso, incitando o discurso de ódio e a xenofobia, o que é crime tipificado. Os palestinos estavam passando pela Avenida Paulista e pararam para ver a manifestação, e então foram xingados e ameaçados. Os manifestantes começaram a gritar ‘Não a islamização, vocês são terroristas’. Um deles empurrou um palestino, foi agressão mútua mas com certeza eles começaram, e só os palestinos foram acusados”.

Durante o confronto, iniciado pela Direita São Paulo e MBL, a PM surgiu e, aos gritos de “Viva a PM” dos integrantes da DSP, prendeu apenas os palestinos refugiados Hasan Zarif, líder do grupo Palestina para [email protected] (MOPAT) e Nur, que precisou ser levado ao pronto-socorro devido a uma fratura no nariz.

GRUPO QUE ATACOU OS IMIGRANTES FILMOU O LINCHAMENTO E A ARBITRARIEDADE DA PMO grupo Direita São Paulo, transmitiu ao vivo o linchamento dos imigrantes e manifestantes favoráveis a lei da imigração. Além de apanhar dos xenófobos desse grupo, foram detidos pela Polícia Militar e ainda se encontram detidos. Um dos agredidos, não suportou ficar na DP e foi conduzido ao pronto socorro. No vídeo é claro que mesmo rendidos, o grupo permanece sendo agredidos sem nenhuma intervenção da PM, nenhum agressor do grupo Direita São Paulo foi detido.Vídeo: Reprodução.

Posted by Sâmia Bomfim on Tuesday, May 2, 2017

Ficam duas perguntas pertinentes: Por que será que os integrantes da Direita São Paulo idolatram tanto a PM? E por que a PM apenas prendeu os palestinos, apesar de terem sido agredidos por aqueles que os provocaram e iniciaram a agressão?

Direita São Paulo é homofóbica

Todo mundo que possui o mínimo de bom senso sabe que por trás do discurso do “orgulho hetero” se esconde a homofobia. Afinal, orgulho do quê, se homens heteros tiveram por milhares de anos toda uma estrutura social dominante em que eles são os principais beneficiados e que persiste até os dias atuais? Qual a dificuldade que um homem encontra neste planeta por ser heterossexual? É evidente que a evocação do mito extremamente cínico do “homem hetero oprimido” é pretexto tosco para invalidar a luta LGBTTQ por direitos, respeito e reconhecimento.

Links: post 1 e post 2.

Pois bem, o grupo Direita São Paulo, além de evocar esse mito do “homem hetero oprimido”, também se refere aos gays como se fossem mulheres, como se ser mulher fosse ofensa, com a clara intenção de depreciá-los por serem gays. Negar que homossexuais masculinos também são homens, chamando-os de mulher na tentativa de ofender, além de machismo é uma clara demonstração de homofobia.

Direita São Paulo apoia a violência da PM contra civis

Em maio de 2017, ao participar de uma manifestação contra as reformas do (des)governo Temer, o estudante Mateus Ferreira da Silva foi atingido na cabeça por um PM com cassetete. O golpe foi tão violento que quebrou o cassetete ao meio e Mateus foi parar na UTI com um traumatismo craniano.
O episódio foi louvado pela Direita São Paulo, que chegou a fazer um post homenageando a PM pela truculência que quase provocou a morte de Mateus. Fica claro que o grupo deseja a eliminação de tudo aquilo que considera como inimigo, até estudantes universitários.

Direita São Paulo é fascista

No caso anterior já pudemos conferir que a Direita São Paulo festeja a agressão policial contra civis que considera inimigos, mesmo que seja fatal. Querer a eliminação dos que não pensam como você já é um claro sinal de fascismo, mas faltava o aspecto anti-comunista do grupo para poder classificá-los como fascistas. Não mais.

Na mesma manifestação xenófoba em que provocaram e agrediram refugiados palestinos, os integrantes da Direita São Paulo bradaram em alto e bom som, para que todos os presentes pudessem ouvir: “Comunista tem que morrer“.

Visitando a página da Direita São Paulo podemos identificar todas as características do fascismo apontadas por Umberto Eco em sua obra O Fascismo Eterno (Ur-Fascism).

O guru ideológico do grupo é o autointitulado filósofo Olavo de Carvalho e seu representante político – adivinha? – é o deputado federal Jair Bolsonaro.

Correção: a Direita São Paulo não possui ligação com o MBL (pelo menos nada que comprove).


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Jorge Barqueiro

Olá! Quem acompanha a página da Anarcomiguxos me conhece como #Gayzista, mas também pode me chamar de Jorge Barqueiro. Por ser anônimo, como todos os admins da Anarcomiguxos devem ser, falar sobre mim pouco importa em uma bio, cabendo às minhas ideias, reflexões e posicionamentos sobre os assuntos que abordo me definirem.